COLUNA DO CURSO DE LETRAS

3 de março de 2010

Sentimentos

 

o amor e  ódio

 

 andam sempre juntos.

 

pessoas que se amam

 

acabam-se desrespeitando

 

e se odiando juntos

 

Simplicidade

 

 

é acolher o próximo

saber ouvi-lo

respeitá-lo

esta é a hora

 que ele mais precisa de você

talvez em outra ocasião

você pode se arrepender.

 

Claudia da Rocha Silva de Sousa é aluna do

1º semestre do curso de Letras das Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP)

COLUNA DO CURSO DE LETRAS

26 de fevereiro de 2010

O doloroso desabrochar 

     Esconder-se atrás do sorriso. Reviver através do presente situações que outrora me trouxeram desgosto, mas que agora me trazem satisfação. É a lei da monotonia desafiando a lei da rotina. Mas é o que faço. É o que sou. Só não é o que quero… mas é o que tenho.

      Assim é minha vida: um barbante inquebrável para as oportunidades e uma linha sensível para as crueldades e peças que ela, a própria vida, me prega. A dúvida existe e a insegurança do que fazer ou não sempre pauta sobre mim em algum momento. Há momentos em que o coração quer sair do peito e abraçar o mundo, mas a decepção é tão grande quando percebo que o mundo não quer esse abraço… é como querer alguém que não me quer, é como fazer algo que não consigo, é falar a pessoas que não me ouvem que a minha vida, assim como a rosa,  vai murchando… Assim, como ela, sofro com o solo infértil, com pragas e ervas daninhas, com pessoas que me colhem antes de eu amadurecer, mas que mesmo diante de todas essas dificuldades não deixo de apreciar o que o mundo tem a mostrar e a oferecer.

      Como a rosa minha vida é bela, esbanja elegância, mas machuca com os espinhos da caminhada aqueles que dela se aproximam. São espinhos de dor, de saudade, de angústia e ansiedade que vão crescendo com o passar do tempo e impedindo-me de abrir-me ao mundo. São espinhos que afetam as pessoas ao meu redor, muitas vezes até como forma de autodefesa de algo que nem me prejudica, mas que desperta em mim um sentimento de repulsa.

      Não gosto de ser como a rosa. Todos veem seu exterior e nem se preocupam com o aroma que ela espalha dentre os dias nebulosos que temos em nossas vidas. A rosa, como eu, é um troféu de “missão cumprida” quando na verdade não houve missão, e, sim, um vazio preenchido de frustração e hipocrisia.

      A rosa possui pétalas assim como possuo sentimentos. Cada pétala que dela é arrancada, um sentimento de mim surge. Grito de dor a cada despertar de saudade, a cada recusa de amor… E assim vão crescendo mais e mais espinhos… de mágoa, rancor e sentimentos ruins que me impedem de desabrochar e despertar para um lindo jardim de rosas. Assim como ela, com os tempos desfolho-me com o receio de tentar ir além e não suportar, pois como já dizia Antonio Candido em Plataforma de uma geração: “Porque há para todos nós um problema sério… Este problema é o do medo.”

      Talvez seja o simples medo de viver.

      De sofrer.

      De amar.

       Alessandra Simões dos Santos, formada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP).

Aluno de Letras divulga CD

22 de fevereiro de 2010

 

Aluno de Letras lança CD

Aluno de Letras lança CD

 

Fernando Dias, aluno do 1. semestre do curso de Letras das Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP), está divulgando seu CD intitulado “Sua Canção”.

O rapaz promete. Prestigie-o, adquirindo um ou vários CDs.

Contatos: (11) 4823-1843/9175-2065

E-mail: fernandodiasmusic@hotmail.com

COLUNA DO CURSO DE LETRAS

12 de fevereiro de 2010

A felicidade que há em mim

 

Na vida desejamos muitas coisas, dentre elas a vontade de viver intensamente a felicidade que há nos contos de fadas.

Sonhei com virtudes e nobrezas, peco em dizer que luxúria é o pecado mais atraente, quando me aprecio em frente do espelho, pois sei que não sou a única a explorar o mundo do pecado.

Penso em tantas coisas ao mesmo tempo, que as ideias chegam a fugir da minha razão, acredito que felicidade talvez não seja o amor perfeito, uma vida profissional realizada, ou até mesmo a casa dos sonhos, percebo que ela é um pouco mais que isso, talvez como o céu, onde há dias de sol e noites de tempestade. Não há nada mais precioso que a satisfação de um viver repleto de amor, saúde, e paz, até mesmo quando estamos em meio a guerras declaradas.

Temo em dizer, mas creio que a felicidade é a certeza de sermos amados, apesar de sermos como somos, mesmo sabendo que a vida nos traz alguns dias de infelicidade e choro, mas também nos proporciona muito mais dias de felicidade e riso.

Ana Paula Marques Ferreira é aluna do 1º semestre do curso de Letras das Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP)

 

QUAL É O MELHOR ANTIVÍRUS?

5 de fevereiro de 2010

NORTON 2010.

Testado e aprovado, recomendo a todos os usuários dos leigos aos avançados, dos PCs aos servidores de grande porte, vale a pena um antívirus de qualidade sim.

Preço?

Nada mais hoje em dia é de graça, mas vale pagar o preço da segurança, do que o preço da manutenção de seu computador na loja de informática.

Mais informações: mvadm@hotmail.com

Site: www.symantec.com.br

Até Breve !

Feira de Troca de Livros

5 de fevereiro de 2010

CULTURA

04/02/2010

ABC Plaza realiza Feira de Troca de Livros

Da Redação
(www.reporterdiario.com.br)
 
 O ABC Plaza Shopping, de Santo André, promoverá entre 4 e 21 de fevereiro a Feira de Troca de Livros. O evento chega a sua 12ª edição e acontecerá diariamente das 14h às 20h. Mais de seis mil títulos dos mais variados gêneros estarão disponíveis para troca no acervo instalado na Praça de Eventos.Para doar ou trocar livros, o visitante deve apresentar documento original com foto e obter seu credenciamento. Todos os livros são cadastrados no acervo digital e permanecem disponíveis para consulta em terminais eletrônicos. Cada pessoa pode trocar até cinco livros por dia. Serão aceitas obras literárias e didáticas do ensino fundamental, médio e universitário em bom estado.

Ao final da programação, o participante que somar o maior número de trocas de livros literários ganhará um curso de conversação em inglês com quatro módulos e material didático incluso. Todos os cadastrados terão direito a uma assinatura grátis de um jornal diário da região pelo período de 15 dias.

Círculo de Leitura na Livraria Cortez

2 de fevereiro de 2010

Trocando ideias

PublishNews – 29/01/2010 – Por Redação

Sob coordenação da Doutora em Linguística e Semiótica (USP), Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC/SP) e Especialista em Literatura (PUC/SP), Mônica Éboli de Nigris, a Livraria Cortez (Rua Bartira, 317 – Perdizes. São Paulo/SP. Tel.: 11 3873-7111) promove mensalmente, sempre no primeiro sábado de cada mês, o “Círculo de Leitura”. A próxima edição será no dia 6 de fevereiro, a partir das 14h15, com entrada franca. Durante o encontro, os participantes têm a oportunidade de comentar, sugerir e trocar ideias sobre as mais diversas obras literárias, com a liberdade de escolher o livro de sua preferência. “No Círculo, as pessoas ficam livres para escolher seus próprios temas e para falar o que acham do livro. Isso não acontece frequentemente nas escolas e se tornou um problema muito comum no ensino médio que precisaria ser mudado”, observa Mônica. Outras informações sobre o evento através do e-mail eventos@livrariacortez.com.br.

COLUNA DO CURSO DE LETRAS

11 de dezembro de 2009

 

A ética como substantivo concreto: dois pontos em análise

 

          Este texto tem por objetivo abordar o comportamento ético de professores que têm sob sua tutela alunos que serão futuramente profissionais da área educacional ou de outras áreas, mas que, de um modo ou de outro, não poderão prescindir da ética.

                       

            1 – Nada há de mais omisso do que um professor omitindo dados e informações no sentido de obstruir o acesso à construção do conhecimento, com receio da própria competição futura representada pelos alunos e colegas ou mesmo puro fruto da sua pequenez.

            Diante da ameaça de um aluno bem informado, o professor omisso manipula dados e informações a bel-prazer no sentido sempre de desviar o aluno do acesso direto às fontes, criando permanente dependência e desestimulando inteiramente a autonomia da construção do conhecimento.

            A tática é a dos velhacos que paternalmente mantêm a ignorância sob controle. Em outras palavras, o professor procura desviar os alunos da autossuficiência na busca dos dados e informações necessárias ao processo do aprendizado permanente, fazendo com que os seus alunos tenham sempre que lhe recorrer, tornando-os cativos de um conhecimento manipulado com o implícito sentido de não representar futura ameaça alguma à sua posição de professor “sabichão”.

            Existem alguns casos de professores em sala de aula que, diante de uma pergunta que poderia demandar um pleno esclarecimento para todos sobre a questão, manipulam inteiramente a discussão no sentido de desviar o foco para outras possibilidades descabidas, deixando o aluno à mercê de suas dúvidas, confundindo-o ainda mais, mas com o artifício criminoso de ter explicado algo satisfatório, enganando aquela mente sedenta de conhecimento.

            Diante de tal quadro, esse professor aniquila a possibilidade de autonomia do aluno em busca da construção do conhecimento, o que lhe é plenamente desejável diante da psicose de competição futura que o aluno possa representar para si. Tal atitude, não raro, se dissemina para a própria turma, na qual o aluno omite dados e informações dos colegas, temendo também a competição, verdadeira fobia cultivada na sala de aula.

            O resultado é o desestímulo da atitude cooperativa da construção do conhecimento como um bem coletivo.

            O desejável e o correto é cultivar o espírito permanente de parceria para construção do conhecimento na lida cotidiana com os dados e as informações que nos chegam à sala de aula e fora desta.

 

            2 – Nada há de mais deplorável do que um professor fingindo conhecimento que não possui.

            Diante de tal falácia, alunos ficam inteiramente à mercê da mentira em lugar de ciência e o que se produz é o desconhecimento e a mediocridade.

            A tática é o uso obsessivo de apostilas, apontamentos, transparências, seminários, data show, questionários e outras formas de ocultação da incompetência e risco de exposição teórica diante dos alunos.

            Existem casos até em que alunos mais ousados, percebendo tal manobra por parte do professor, sorrateiramente subtraem seus apontamentos antes do início da aula, causando verdadeiro embaraço para o “mestre”, que desconversa e muda inteiramente o rumo da aula no sentido de criar um ponto de fuga capaz de dissimular a sua incapacidade para uma aula sem recorrer às “colinhas professorais”.

            Assim, o próximo passo é inaugurar em sala de aula e no ambiente escolar a prática do fingimento.

            O resultado dispensa comentários.

            O desejável e o correto é procurar estudar sempre, porque ninguém estuda mais do que o professor: permanente aluno.           

Sérgio Simka e Ítalo Meneghetti são professores mestres do curso de letras das Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP).

LANÇAMENTO LIVRO – SÉRGIO NERIS

2 de dezembro de 2009

livro_sergio

COLUNA DO CURSO DE LETRAS

1 de dezembro de 2009

 

Este artigo é para eu (ou para mim) ler?

  

            De cada 10 pessoas, 11 costumam dizer: Este artigo é para MIM ler? O pessoal usa a estrutura “para mim” em tudo que é lugar, é um festival de para mim ir, para mim fazer, para mim entrar no Orkut, para mim escrever no MSN, para mim assistir TV, etc. Um “para mim estudar” até que salvaria a pátria, mas mesmo assim o pessoal prefere dizer “para mim sair”.

            Observe: “A véia falô pra mim ir no supermercado comprá duzentas gramas de mortandela, mano!”

            É… O desrespeito com a língua começa antes, em casa: “véia” é a vovozinha, seu moleque do c… E a frase está salpicada de erros: oito ao todo. O bródi deveria ter se expressado: “A velha falou para eu ir ao supermercado comprar duzentos gramas de mortadela, mano!”

            Por que então está errado? No português-padrão, a língua que a sociedade e o vestibular vão cobrar de pessoas escolarizadas, deve se dizer “para eu” antes de um verbo: Este artigo é para eu ler? Quem vai exercer a ação de ler só pode ser o pronome “eu”; o “mim” apenas recebe a ação, como em: Esta revista é para mim/Este presente não é para mim?

            A maneira de escrever e principalmente de falar de alguém revela muito do que a pessoa é. Então, muito cuidado antes de abrir a boca e de pôr as idéias no papel.

 

Sérgio Simka é coordenador do curso de Letras das Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP).